Mobilização na rede estadual
Escola do Capão do Leão vai às ruas pedir apoio da comunidade
Trabalhadores percorreram pontos comerciais e residências para explicar as razões da greve e pedir permissão para colar cartazes
Jô Folha -
Os cartazes são simples, em papel A4. A frase é curta, mas com forte peso aos professores e funcionários de escola: Eu apoio a greve do Magistério. A busca por adesão da comunidade foi a tarefa do final da tarde de ontem na Escola Estadual Jardim América, no Capão do Leão, 100% paralisada. Um grupo de trabalhadores e alunos foi às ruas para explicar os porquês do movimento e reforçar a mobilização. A meta era retornar para instituição sem nenhum dos cartazes, que passaram a ser fixados em pontos comerciais e residências.
Logo na primeira parada, a categoria ouviu o primeiro sim. "A gente não é ninguém sem o professor. Se tiverem um abaixo-assinado também podem trazer aqui que eu assino", adiantou a comerciante Rosângela Silveira Salgado, 53. A cena se repetiu na segunda abordagem. "Pode colar ali no vidro. A gente entende a situação de vocês. Pra ter paciência e enfrentar a dificuldade da sala de aula, os professores têm que receber em dia", destaca a dona de casa Simone Amaral, 42.
São desafios que a categoria tem precisado vencer, nos últimos quatro anos. Em greve, também é necessário quebrar o estereótipo de que quem interrompe as atividades é malandro. "Não somos vagabundos. Só queremos manter nossos direitos, conquistados com muito sacrifício", reitera a professora Ângela Papaiani.
Participe dos manifestos desta quinta-feira!
16h: Ato no Ciep
19h: Caminhada luminosa, com concentração no chafariz das Três Meninas, no Calçadão de Pelotas
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